Uma
semana após o fim dos Jogos Olímpicos de Londres, a cidade se prepara para os
Jogos Paraolímpicos, que têm início no dia 29 de agosto. Disputarão em 21
modalidades cerca de 4.200 atletas de 174 países.
Os
atletas brasileiros, nas últimas duas Paraolimpíadas, tiveram uma evolução
expressiva. Nas Paraolimpíadas de Atenas (2004), o Brasil ficou em 14º lugar com um total de 33
medalhas. Já em Pequim (2008), ficou em 9º lugar com um total de 47 medalhas.
Infelizmente,
o evento não é muito apreciado aqui no País (não só pela falta de interesse da
população, mas também por não ser muito divulgado na mídia), o que é uma pena, porque
o desempenho dos nossos atletas é realmente muito bom.
Ficarei
na torcida para que os atletas tragam ótimos resultados nessas Paraolimpíadas!
E
o que dizer da atuação do Brasil nos Jogos Olímpicos?
Na
minha opinião, esses foram os Jogos dos improváveis. Todas as medalhas que
dávamos como certas, acabaram nos “desapontando” em certo ponto, enquanto os
atletas de quem não esperávamos tais resultados, nos surpreenderam.
Tivemos
medalhas de prata e bronze com gostinho de ouro, mas, ao mesmo tempo, recebemos
medalhas do mesmo peso com gosto de decepção.
O
futebol masculino foi o que mais me surpreendeu. Não apenas pela inesperada derrota
no último jogo, mas pelos comentários após o resultado. Não diria que os
brasileiros jogaram mal ou que os mexicanos jogaram muito melhor, acredito que
o jogo foi uma mistura de azar e muita sorte. Os mexicanos não tinham o prestígio
dos brasileiros, mas conseguiram marcar um gol com apenas 30 segundos de jogo.
Resultado: o Brasil ficou desestabilizado, ficou difícil marcar e, mais difícil
ainda, segurar a pressão do México.
O
perfil de muitos torcedores brasileiro é esse: se o time ganha, não fez mais do
que a obrigação, afinal, os jogadores ganham milhões para fazer o que fazem. Mas
quando o time perde, é inaceitável, afinal... “eles ganham milhões para fazer o
que fazem” e mesmo assim não fazem direito. O torcedor esquece que os outros
jogadores também jogam pelo mesmo objetivo. A questão não é o dinheiro, mas sim
a capacidade de jogar um bom futebol.
Infelizmente
não podemos ganhar sempre, mas acho desnecessário esse tipo de críticas quando
se vê claramente, que o resultado não foi alcançado, não por falta vontade ou
comprometimento dos jogadores, mas porque o outro time, de uma maneira ou de outra,
foi superior.
